Situada em uma estrada íngreme ladeada de árvores, em frente ao Royal Botanic Gardens de Melbourne, esta casa, apropriadamente chamada Botanical House, é um estudo de reinvenção teatral.
Originalmente construída em 1927, a grandiosa residência de South Yarra havia se afastado da linguagem Art Déco predominante na região.

Tanto um convite para restaurar e reinventar, a equipe da Min Design restaurou o caráter original da casa em colaboração com a empresa de construção e gerenciamento de projetos Lonsdale Group, enquanto criava uma extensão que reflete um ambiente contemporâneo.

Para a fundadora da Mim Design, Miriam Fanning, o desafio inerente à Casa Botânica era menos sobre restauração e mais sobre tradução.
Os clientes (ocupantes de longa data há 27 anos) abordaram o redesenho com o que designer descreve como uma “missão sem restrições”, permitindo que o estúdio explorasse “ideias inovadoras” moldadas pelo amor de seus clientes por viagens, literatura e entretenimento.

Os interiores resultantes se desenrolam em uma sequência de ambientes imersivos, cada um calibrado com seu próprio clima, paleta e narrativa.
“A disposição da Casa Botânica era mais sobre emoção e maravilha, à medida que cada cômodo diferente se revelava”, explica a designer.

Portas de estrutura de aço escuro funcionam como limiares entre os espaços, emoldurando o que Fanning descreve como “janelas literais para a próxima cena”.

Enquanto detalhes originais, incluindo molduras, lareiras e janelas tradicionais, foram cuidadosamente restaurados dentro dos cômodos formais, intervenções mais recentes adotam uma sensibilidade mais cinematográfica.
O estúdio conceituou a casa como tendo “seu próprio passaporte”, com interiores que fazem referência a “entradas parisienses, bares de vinhos italianos escondidos, o próspero Hyde Park de Londres e os vizinhos Jardins Botânicos”.

A cor foi utilizada como um recurso arquitetônico definidor.
Tetos pintados em ombré banham o escritório e o salão em tons graduados, enquanto papel de parede botânico e tetos verde-profundos fazem referência à paisagem exuberante ao além.

Em outros lugares, lustres de vidro de Murano, superfícies de pedra vívidas e marcenaria integrada lacada intensificam a sensação de imersão.
Apesar de sua exuberância em camadas, a casa permanece profundamente pessoal.

Os quartos agora funcionam deliberadamente para reacender o amor dos clientes por receber convidados e oferecer quartos privados para a recessão da festa.

O resultado é um lar ricamente atmosférico onde memória, narrativa e vida doméstica se cruzam.
Fonte: Interior Design I Castelo de Elana
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Anson Smart




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