O restaurante na City de Londres, foi concebido como uma interpretação contemporânea do izakaya tradicional japonês: aberto, social, energético e centrado na comida como performance.

O DA Bureau desenvolveu o interior ao redor da cozinha como o elemento principal do espaço, tornando o preparação, os produtos e a interação entre chefs e convidados totalmente visíveis.

Em vez de criar um ambiente formal de alta gastronomia, o projeto se inspira na atmosfera animada e comunitária da cultura gastronômica de Tóquio, onde balcões, bancos longos e exposições abertas incentivam a comunicação e um senso de imediatismo.
O conceito também está enraizado em uma honestidade arquitetônica que evita excessos decorativos e permite que cada elemento surja da lógica de uso, estrutura e atmosfera.

Um dos principais desafios do projeto foi trabalhar com a estrutura industrial existente, preservando seu caráter.
Os arquitetos buscaram manter o teto monolítico de concreto visualmente limpo e sem obstruções, o que exigiu uma cuidadosa integração dos sistemas de ventilação e técnicos.

Em vez de comprometer a integridade do volume, a distribuição do ar foi direcionada de forma a proteger a clareza do espaço.
Outra restrição importante era a necessidade de criar um restaurante adequado aos ritmos mutáveis da City de Londres: trânsito intenso durante a semana, almoços de negócios e reuniões noturnas, além de cenários de fim de semana mais tranquilos e íntimos.

O projeto, portanto, precisava equilibrar abertura e energia com privacidade e flexibilidade.
O projeto utiliza uma paleta contida e robusta de materiais, incluindo concreto exposto, aço inoxidável e madeira recuperada.

A fachada e os insertos da cozinha são executados em aço, reforçando o caráter industrial do interior, enquanto o teto incorpora vigas montadas à mão feitas de madeira recuperada de casas antigas, conferindo ao material envelhecido um novo papel arquitetônico.
As características técnicas não eram ocultas, mas tratadas como parte da linguagem visual.
Um elemento espacial chave é a escada, inspirada em uma estrutura galvanizada temporária encontrada no local e reinterpretada como um objeto permanente de aço inoxidável com geometria e detalhes refinados.

A iluminação, desenvolvida em colaboração com uma empresa britânica, combina luminárias personalizadas e selecionadas para sustentar a atmosfera sem desviar a atenção da comida ou da arquitetura.
O restaurante, com 514 m², é organizado em dois níveis.

O térreo contém a área principal de jantar e a cozinha aberta, onde a parte mais pública e animada da experiência se desenrola.
O térreo inferior abriga um lounge, uma sala de jantar privativa e banheiros, oferecendo um ambiente mais isolado.

Essa configuração permite que o projeto suporte múltiplos modos de uso, mantendo uma identidade central forte: a cozinha como o coração social e espacial do restaurante.
Fonte: Archello
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Sergey Melnikov




Deixe um comentário