O Mecca Coffee na Foley Street em Sydney, passou por uma pequena reforma bem resolvida pelo escritório Killing Matt Woods.

O local com 45 metros quadrados de espaço tombado como patrimônio, tem tetos baixos, luz natural restrita e uma complexa variedade de serviços expostos.

As paredes são rebocadas em argila e embutidas com fibras de madeira, interpretando como terra vermelha escavada.
Não é um acabamento aplicado em uma superfície, mas a própria superfície, esculpida.

A épica bancada central é feita de um bloco de dolomita vermelha, transitando do áspero para o liso, e depois de volta ao áspero ao longo de seu comprimento.
Materialmente massiva de uma forma que beira o geológico, torna-se o palco da sala como um ritual, com artesanato, como uma troca social e a cultura do café.
O arquiteto a projetou o magnifico orbe nos fundos, como um contraponto à paleta terrestre, evocando o calor, a energia e a presença do sol australiano.

O espaço permanece baixo, envolto em casulo e firmemente subterrâneo.
A inovação neste projeto está mais na metodologia do que no resultado visual.
Três ideias moldaram o conceito: o tecido patrimonial do edifício, a arquitetura vernacular da Austrália Indígena e as habitações subterrâneas de Coober Pedy.

O que mais impressiona é a atmosfera.
Este é um pequeno café que parece íntimo, e não confinado, troca o ritmo acelerado de um café típico pelo calor de um bar de bairro.
Detalhes contidos e pouca luz atrasam tudo, então a hospitalidade é vivida e não apenas oferecida.

O projeto argumenta que um design excepcional de hospitalidade não é medido pela escala ou espetáculo, mas por sua capacidade de moldar comportamentos e criar uma experiência emocional duradoura.
Fonte: Yellowtrace
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Katherine Lu




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