Sob o olhar cuidadoso do diretor criativo Anthony Vaccarello, este espaço recém-criado faz mais do que vender luxo, ele conta uma história.
Alojada em um edifício haussmaniano meticulosamente restaurado, a loja atinge um equilíbrio entre o legado histórico de Yves Saint Laurent e a visão de futuro de Vaccarello.

Sua fachada, um aceno ao passado, dá lugar a interiores que exalam contenção e opulência, orquestrando uma narrativa convincente de luz, textura e precisão arquitetônica.
A jornada começa em um foyer dramático de pé-direito duplo, onde uma instalação de luz personalizada do artista conceitual galês Cerith Wyn Evans assume o centro do palco.
Suspensa no ar, a peça, uma cascata de neon abstrato, queima com uma energia quase celestial.

“Yves uma vez sonhou em ver seu nome em letras de fogo na Champs-Élysées”, reflete Vaccarello.
Aqui, esse sonho se materializa com reverência e ousadia, ancorando a identidade da loja na modernidade parisiense.
Movendo-se pelo espaço, os interiores revelam uma coreografia de salões íntimos e grandes salas.

Cada um é uma homenagem à herança da maison, ao mesmo tempo em que oferece um vislumbre de sua evolução.
Esse equilíbrio entre tradição e inovação se estende a cada detalhe, dos materiais selecionados às obras de arte que adornam as paredes.
O endereço convida os visitantes a passear.

Escadas laqueadas em preto atraem os clientes para cima, conectando a riqueza tátil das galerias revestidas de mármore com momentos de calma, como um jardim privado escondido dentro do design da loja.
O ritmo deliberado reflete o ato da descoberta, cada canto oferecendo uma nova perspectiva sobre o universo estético de Saint Laurent.
Em exposição: uma seleção impecavelmente curada de peças femininas e masculinas prontas para vestir, joias finas, acessórios e coleções sazonais.
Móveis esculturais inspirados no ethos minimalista de Donald Judd pontuam os cômodos, criando harmonia entre forma e função.

Uma interação sutil de cremes e azuis luminosos destaca a mise-en-scène refinada, mas ousada, da loja.
Enquanto as luzes da cidade brilham na Champs-Élysées, a nova e brilhante casa da Saint Laurent nos lembra por que ela continua no centro da narrativa em evolução da moda.
Fonte: This is Paper I Zuzanna Gasior
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Simone Bossi
Deixe um comentário