Há uma beleza silenciosa em espaços que parecem impermanentes e essências, e a nova loja principal da Nanusha no SoHO, em Nova York, projetada pelo arquiteto Matteo Corbellini, é um exemplo perfeito, criando um mundo onde o tecido se torna filosofia.

A loja, projetada como um retiro meditativo da energia implacável de Nova York, é envolta, literal e metaforicamente, em suavidade.
Inspirando-se sutilmente em Christo e Jeanne-Claude, o arquiteto transformou o espaço de varejo em uma composição efêmera.

Camadas de tecidos exclusivos de Nanushka cobrem uma estrutura modular, mudando e respirando como uma instalação cenográfica.
O efeito é imersivo, um espaço que parece transitório, mas profundamente enraizado em um minimalismo tranquilo e aterrador.

A interação entre tecido e forma não é meramente estética, mas funcional.
A abordagem da equipe ecoa o pragmatismo de uma moradia nômade, leve, adaptável e aconchegante.

Móveis de metal laqueado preto da designer Allina para Lunaa servem como contrapontos estruturais, sua soldagem exposta é um aceno à elegância crua do artesanato.
Suas peças, esculturais, mas contidas, ancoram a fluidez do espaço com uma sensação de força silenciosa.

A Nanushka NYC traz uma pausa, um abrigo momentâneo na expansão urbana.
“Arquitetura não é sobre impor forma, mas revelar a essência de um espaço”, observa o arquiteto.

“Meu trabalho é sobre criar ambientes que respiram, que mudam com o tempo e que oferecem um senso de pertencimento”.
Fonte: This is Paper
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Luca Bosco
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