O Momo, em Chisinau, capital de Moldávia, se destaca não apenas pela sua atmosfera diferenciada e design inteligente, mas também pelo reconhecimento que recebeu em nível internacional.
O conceito do restaurante, projetado pelo Archform Studio, baseia-se na cultura e nas tradições do Japão e do Vietnã.

A ideia do interior se baseia na mistura de quatro elementos no espaço:
Metal – usado nas construções metálicas do terraço e da área de entrada, na decoração da lareira e na biônica artística do revestimento das paredes e do teto.
Madeira – nas mesas e portas rústicas esculpidas por artesãos locais com o símbolo de uma mandala giratória.

Fogo – encontrado na lareira à luz de velas no centro do restaurante.
Terra – refletida nos tijolos artesanais criados especialmente para o Momo, que espelham a alvenaria das casas vietnamitas expostas à umidade tropical.

A cozinha aberta recebe os clientes, o balcão do bar une as salas do restaurante e facilita o trabalho dos funcionários com seus clientes, enquanto a iluminação artificial das salas remotas do restaurante imita a iluminação pública, expandindo o espaço imaginário e preenchendo-o com luz suave.
O interior do restaurante é visualmente dividido em três salões.
No primeiro, além do balcão, há uma lareira a vela, que cria aconchego e uma atmosfera caseira todas as noites.

O design é feito de chapa metálica preta, e a área das velas é revestida de aço inoxidável, que reflete efetivamente a luz da chama.
Uma parte do salão está voltada para a fachada principal e tem 5 m de altura.
Aqui, acima das mesas, há uma composição decorativa de círculos feitos na técnica de papel machê pela artista Victoria Peeva.

O efeito de papel amassado remete à beleza de algo imperfeito e passageiro.
O design interior do segundo salão se distingue por um painel de luz emoldurado por elementos metálicos redondos.
Essa solução foi adotada para ocultar parte das estruturas do edifício que se projetam do teto, criando luz natural artificial.

No terceiro salão, pequenos eventos podem ser realizados em uma sala separada para 12 pessoas, cuja entrada é limitada por portas pivotantes com um símbolo esculpido da mandala da flor de lótus.
Uma composição de elementos decorativos e luminárias está pendurada acima da mesa, estilizada como um guarda-chuva tradicional Habutae Wagasa, feito pela artista Victoria Peeva.
Fonte: Archello
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Oleg Bajura




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