O Lupo em Quon Provence, Irã, projeto do Allboo Architects, não é apenas mais um local para viagem, é uma nova visão de como os espaços gastronômicos podem interagir com a cidade.
O que começou como um simples vendedor de comida de rua foi transformado em uma experiência gastronômica aberta, flexível e lúdica, onde a fronteira entre o interior e o exterior é deliberadamente borrada.
Em vez de se fechar, o projeto acolhe o movimento e a energia da rua, permitindo que o fluxo urbano molde o espaço.

O projeto começou com uma expansão simples: o cliente alugou a unidade adjacente, mudando o negócio de um modelo apenas para viagem para um espaço onde as pessoas pudessem sentar e comer.
Isso desencadeou uma ideia maior, como um pequeno espaço de alimentação pode se conectar com a cidade em vez de ficar confinado dentro de paredes?
A resposta veio na forma de uma fina concha de metal verde que emoldura o projeto, definindo seus limites e mantendo-o visual e fisicamente aberto.

Esse equilíbrio entre fechamento e abertura, estrutura e adaptabilidade, tornou-se a força motriz por trás do design.
A flexibilidade é incorporada ao espaço desde a primeira interação: um sistema de porta de entrada de três modos.

Dependendo do clima e do nível desejado de envolvimento com a rua, a porta pode ser totalmente fechada, semiaberta ou completamente aberta, permitindo que o espaço se adapte às diferentes condições urbanas.
Um dos recursos mais dinâmicos é o anel de jantar giratório – um elemento personalizado.

Ao contrário dos assentos fixos tradicionais, isso introduz movimento e diversão no ato de jantar, reforçando a ideia de um playground onde os usuários se envolvem ativamente com o espaço.
Outro componente interativo é o lavatório personalizado, posicionado sob um espelho convexo, um aceno lúdico para as luminárias urbanas de rua que inesperadamente se tornaram um local popular para selfies.
Acima, o teto desempenha um papel silencioso, mas essencial, na formação do espaço.

Projetado como um sistema de camada dupla, uma camada de malha secundária define o volume superior enquanto oculta dutos de ar pintados de verde brilhante, estendendo sutilmente o ritmo da rua para o interior.
As escolhas de materiais reforçam a identidade urbana do projeto.
A fachada de metal preto e verde dá ao restaurante uma presença arrojada na rua.
Ao mesmo tempo, no interior, uma mesa giratória amarela brilhante, um lavatório personalizado e superfícies reflexivas criam uma experiência energética, adaptável e inerentemente urbana.

Em sua essência, O Lupo é um experimento de interação urbana e jogo espacial.
Não se trata apenas de servir comida, trata-se de criar um espaço onde o ato de comer se torne uma experiência moldada pelo movimento.
Fonte: Archello
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Taraneh Eftekhari




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