Localizado no coração do Marais, entre a Place de la Bastille e a Place des Vosges, a Rue des Tournelles, o bar de vinhos combina requinte com excentricidade contemporânea, animado por semanas de moda e eventos culturais.

No térreo de um edifício do século 15, um espaço com paredes assimétricas, testemunha de muitas atividades artesanais, agora abriga o projeto criativo do escritório Oro Architecture Paysage, escrevendo um novo capítulo em sua história.
O projeto nasceu da paixão de Alena e Benjamin, enólogos franco-russos, que queriam criar um local único que oferecesse uma seleção de mais de 400 vinhos.

Cada garrafa carrega a história de seus enólogos, que o casal compartilha com seus convidados, todos unidos pelo mesmo amor pelo vinho.
Mais do que um clássico bar parisiense, o projeto visa promover o compartilhamento e a conexão.

A grande mesa central e o balcão de inspiração japonesa criam oportunidades para conhecer e interagir.
Este princípio social guiou todo o processo de design.
Para a equipe, o espaço foi trabalhado como se fosse um vinho, em torno de três notas: amadeirada, mineral e vegetal.
A nota amadeirada é incorporada na grande mesa que estrutura o espaço e simboliza o convívio, permitindo que estranhos compartilhem emoções e conversas.
A nota vegetal aparece no teto coberto de trepadeiras.
A nota mineral é expressa através do metal e do concreto.

O tema da diafaneidade impulsiona o design da iluminação: a materialidade traz luz não diretamente, mas através da capacidade das superfícies de refleti-la e difundi-la.
A estrutura metálica do suporte de vidro, iluminada por uma faixa de LED, faz o cristal brilhar como um lustre antigo.
Da mesma forma, a luz de fundo das prateleiras aprimora as garrafas brincando com superfícies reflexivas.
O teto coberto de videira suaviza a luz direta e projeta sombras de galhos no chão e nas paredes, reforçando a atmosfera íntima do local.

Uma característica fundamental do projeto é um espelho que corre ao longo de uma parede inteira, expandindo o espaço com reflexos infinitos.
Trabalhada por um artesão italiano, sua superfície envelhecida adiciona uma pátina única ao ambiente.
Fonte: Archello
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Alice Casenave




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