A Krumer Bäcker foi fundada na Cidade do Panamá pela confeiteira austríaca Natalie Salzmann, cuja padaria familiar no vale de Ötztal, no Tirol, na Áustria, informa a arte e a autenticidade de seus pães de massa fermentada.
Com base nessa herança, o estúdio de arquitetura Mallol criou um espaço que traduz valores de qualidade e simplicidade em um design que abraça as expectativas contemporâneas, ao mesmo tempo em que se baseia no contexto panamenho.

No coração do interior está uma barra e paredes de terra compactada, realizadas em colaboração com o escritório Aparato A, com sede na Cidade do Panamá, usando uma mistura de terra, argila, cal e palha.
A experiência do Aparato A nesta técnica tradicional garantiu alto artesanato e ressonância cultural.

Os tons e texturas terrosos evocam uma sensação de harmonia com o ambiente, ecoando a filosofia de simplicidade e naturalidade da padaria.
Complementando esses elementos, móveis sob medida foram criados pelo The Alma Studio, uma oficina local, usando madeira recuperada do rio Bayano, no leste do Panamá.

Cuidadosamente extraída e reaproveitada, esta madeira reflete a responsabilidade ecológica enquanto enriquece a atmosfera interior da padaria com calor e caráter.
Cada peça, de mesas a cadeiras, carrega uma história de renovação, misturando práticas tradicionais com sensibilidades de design contemporâneo.

O escritório enfatiza que a sustentabilidade foi considerada desde o início, em vez de perseguida como um exercício de certificação, observando: “Em vez de tratar a certificação como um ponto final, abordamos a sustentabilidade como parte integrante da narrativa do projeto, incorporando estratégias que reduzem a intensidade de energia, melhoram a qualidade ambiental interna e priorizam o fornecimento responsável de materiais”.

O layout espacial é flexível, acomodando visitas rápidas e estadias mais longas.
Caminhos claros facilitam a circulação, enquanto os assentos são organizados para atender indivíduos e grupos.
Essa abordagem orientada para a comunidade contraria o isolamento frequentemente associado à vida urbana.

A iluminação foi projetada para destacar o elemento definidor da padaria, seu pão, reforçando a identidade enquanto molda uma atmosfera convidativa.
O projeto se estende além da função para atender a objetivos sociais e ambientais mais amplos.
Ao promover a interação e o pertencimento, a padaria se torna um centro comunitário em um ambiente cada vez mais urbanizado.
Materiais de origem local e processos artesanais ajudaram a reduzir a pegada de carbono, garantindo durabilidade e baixa manutenção.
“Juntas, essas estratégias posicionam a confeitaria não como um interior de varejo convencional, mas como um experimento arquitetônico em vida de baixo carbono, onde a responsabilidade ambiental, a autenticidade material e a ressonância cultural convergem”, diz o estúdio.
Das texturas terrosas das paredes às linhas refinadas dos móveis, cada detalhe contribui para um todo coeso.

Tons neutros fazem referência sutil ao processo de cozimento, criando um ambiente calmo e acolhedor.
O local mostra como o design pode honrar o patrimônio enquanto se envolve significativamente com a vida urbana contemporânea.
Fonte: Archello
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Mauricio Carvajal




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