O novo edifício projetado por Giovanni Vaccarini Architetti no centro de Pescara, Itália, reinterpreta o conceito de estrutura residencial, misturando tipologia tradicional com uma conexão mais direta com o ambiente urbano.
Concebida como uma série de residências sobrepostas, a arquitetura se abre para a cidade por meio de terraços espaçosos que se estendem variavelmente ao redor de um núcleo central.

O nível térreo recua da fachada da rua, ocupando apenas uma porção mínima do lote e criando as condições para continuidade com o espaço público ao redor.
O centro de Pescara, Itália, é construído em um tecido urbano moderno onde a costa do Adriático e seu desenvolvimento linear servem como referência fundamental.

O estúdio explorou repetidamente suas ideias arquitetônicas dentro desse contexto e das culturas que o moldaram.
O arquiteto desenvolveu inúmeras obras e projetos examinando a interação entre espaços públicos e privados, abrangendo diversos tipos e escalas de construção: residências, escolas, estádios, instalações de produção de energia e hospitais.
Para o arquiteto, a cidade de Pescara é um lugar de experimentação, onde ele pode modificar tipologias estabelecidas.

O edifício não se limitou a um limite privado nem se afirmou ao longo da fachada da rua.
Em vez disso, encontrou uma solução híbrida e intermediária que redefiniu o papel do edifício dentro da cidade.
Essa abordagem abre a arquitetura para se envolver com seu contexto, desafiando a separação tradicional do espaço privado e público.

O edifício surge como uma série de planos empilhados com terraços exuberantes que circundam completamente os apartamentos, projetando-se em direção à cidade em várias direções.
Os espaços habitados parecem se expandir centrífugamente em torno do núcleo central do edifício, que tem uma pegada mínima no nível do solo, criando uma interação dinâmica de extensão e contração.
Esta configuração aproveita as linhas de visão e estabelece conexões visuais e espaciais com a área circundante, criando um relacionamento envolvente e voltado para o exterior com seu ambiente.
Visto em planta no nível da rua, o edifício apresenta um núcleo central compacto que ocupa apenas uma parte do lote edificável.

Esta área central serve principalmente como uma entrada para os andares superiores e apresenta um caminho que continua a calçada, convidando os visitantes a se moverem pelo volume de um lado para o outro.
Nos níveis superiores, este conceito é invertido, com cada andar se expandindo em extensões variadas, criando um perfil de edifício que é aberto e dinâmico.

A abordagem deste projeto visa reinterpretar o tipo de edifício em bloco, incorporando um conceito de distribuição único moldado por vistas inesperadas do mar e seu contexto urbano.
Como resultado, a palazzina assume a aparência de uma série impressionante de vilas empilhadas.
“O edifício na Via De Amicis não é um palazzo”, afirmou Giovanni Vaccarini, “mas também não é uma villa”.
“É um híbrido, uma deformação que rompeu a relação estabelecida entre o tipo de edifício e a morfologia urbana típica da cidade histórica”.
Fonte: Archello
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Anna Positano I Gala Cambiaggi
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