A nova loja principal da Balenciaga na Greene Street, no SoHo, Nova York, é mais do que apenas um espaço de varejo, é um estudo sobre tensão arquitetônica, onde a história encontra o ethos de “arquitetura bruta” da marca.

O carro-chefe de dois andares, abrigado em uma estrutura de aço de 1908, revela camadas de seu passado enquanto se alinha sutilmente com a estética contemporânea da Balenciaga.
Ao abraçar as imperfeições inerentes do edifício, gesso exposto, tijolos caiados e lajes de mármore cabochão, o design resiste às convenções tradicionais de luxo, oferecendo, em vez disso, um diálogo entre a materialidade bruta e a experiência de varejo refinada.

Espacialmente, a loja é composta por uma dualidade distinta: um nível térreo e mezanino divididos por uma ampla laje horizontal.
Essa segmentação deliberada aprimora a interação de elementos estruturais, notavelmente as colunas de suporte que atuam como âncoras esculturais no espaço.

Prateleiras de exposição, feitas de restos de corte de serra, reforçam ainda mais o compromisso com a sustentabilidade, evitando o excesso em favor de materiais reaproveitados.
Uma claraboia central banha a loja com iluminação natural, aumentando os contrastes dramáticos entre texturas grosseiras e as intervenções cuidadosamente orquestradas da Balenciaga, carpete de pelúcia, acabamentos acetinados e iluminação ambiente.

Esta loja não é meramente um pano de fundo para as coleções da Balenciaga, mas uma extensão de sua estrutura conceitual, onde a desconstrução, a autenticidade e uma reverência pelo passado moldam uma experiência de varejo distintamente contemporânea.
Em um distrito onde o comércio frequentemente achata a identidade arquitetônica, a loja principal da Balenciaga reativa a história do edifício, afirmando que o luxo hoje é tanto sobre honestidade material quanto sobre exclusividade.

Fonte: This is Paper
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Balenciaga
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