No movimentado centro de Pantin, um subúrbio situado nos limites de Paris, um modesto edifício ArT Déco de 1935 renasceu, não como um museu ou monumento, mas como uma cafeteria e torrefação especializada Anbassa, projetada pelo Office Abrami Rojas (OAR).
O que começou como um simples projeto de design evoluiu para uma carta de amor arquitetônica ao passado.

Com respeito à história do edifício e uma visão ousada para seu futuro, os arquitetos transformaram este espaço em um tributo ao artesanato, transparência e design.
O ponto de virada veio quando a equipe descobriu a essência bruta do edifício.

Abaixo de camadas de isolamento, havia paredes de concreto reforçado e domos de vidro geométricos, relíquias de sua glória Art Déco original projetada pelo arquiteto francês René Tanalias (1898–1985).
Ao descascar essas camadas, o OAR não apenas redescobriu um passado esquecido, mas o colocou em diálogo com o presente.

Como os arquitetos notaram, “Nós descobrimos e aprimoramos as magníficas cúpulas de concreto armado e vidro”.
Essas cúpulas, com suas formas euclidianas de elipses, quadrados e círculos, agora inundam o espaço com luz, moldando o ritmo de sua arquitetura.
Sua geometria refinada, porém, monumental, combina o caráter histórico do edifício com sua função moderna.
Esta transformação foi um esforço colaborativo entre arquitetos, clientes e artesãos locais.
Cada detalhe, desde móveis de aço personalizados até revestimentos de terracota, equilibra a modernidade elegante com texturas terrosas, respeitando e realçando a pátina natural do edifício.

O café, chamado Anbassa, reflete essa filosofia.
Fundado em 2007 por Sylvain Chauvineau e Jacques Chambrillon, o café obtém grãos da província de Welega, na Etiópia, um compromisso com a origem e o artesanato que é paralelo à abordagem arquitetônica.
A transparência define o layout, com uma instalação de torrefação visível através de vidro do chão ao teto no centro.

Essa abertura convida os clientes a vivenciar a jornada do café, do grão à bebida.
A luz natural desempenha um papel central, filtrando-se através das cúpulas de vidro e destacando a geometria nítida do edifício.
A iluminação minimalista complementa as superfícies brutas, enquanto um corredor leva os visitantes da entrada do café para uma área de estar íntima sob uma segunda cúpula.
O design cria momentos de descoberta, unindo abertura com contrastes sutis entre elementos brutos e refinados.
Fonte: This is Paper
Tradução I Edição: pauloguidalli.com.br
Imagem: Francesca Ióvone
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